
Pobre passarinho. Aliás, não tenho sido muito boa com eles.
Twitter é um microblog, uma espécie de rede social que permite o envio de mensagens em até 140 caracteres. Cada usuário cria seu perfil e pode atualizá-lo através do site oficial, SMS, ou mesmo sites especializados.
Muitas pessoas já foram além da perguntinha básica que fica acima do quadradinho onde escrevemos os caracteres: “What are you doing?” ou “O que você está fazendo?” no nosso bom e velho português. Empresas estão no Twitter. Sites também. Personalidades, marketeiros, gente de todo o tipo. Publicitários então, parece uma ninhada. Mas o fato é que ainda respondemos ao “What are you doing” contando coisas que acontecem conosco, no nosso dia-a-dia.
Eu pelo menos vinha utilizando o Twitter dessa forma, e qualquer coisa que acontecia comigo ia lá contar pro meu “amiguinho”, que na verdade é uma junção de “amiguinhos” que te seguem. Mas aconteceram três problemas que me fizeram parar pra pensar em continuar utilizando o Twitter:
1- Não vejo porque uma pessoa se interessaria em saber se estou escovando os dentes depois do café da manhã com ovos mexidos e bacons, que empazinou minha barriga. Entenderam o que eu quero dizer? São coisas muito banais. É claro que o bom do Twitter é que podemos filtrar as informações que passamos, mas nada na minha vida é muito extraordinário. Eu podia inventar que fui numa festa chiquerrésima, cercada por atores globais e depois peguei meu jatinho rumo a dois dias de férias em Paris só pra relaxar, mas eu sou uma pessoa totalmente comum, trabalho, estudo, como tantas outras.
Essa é para mim a diferença significativa entre o Twitter e um blog. O blog você atualiza até diariamente se quiser, mas não posta coisas mais corriqueiras, pensa em assuntos mais elaborados. No Twitter você fala até que horas você vai dormir se quiser, é muito up-to-date pro meu gosto.
2- Segui pessoas muito interessantes, mas me senti meio “xereta” da vida delas. A curiosidade mata o gato, já dizia o provérbio popular. Então a gente acaba recebendo informações que você quer saber, coisas que você nem sonhava em saber e acaba descobrindo, e coisas das quais você nem queria saber mas acaba recebendo a informação. Ok, como quase tudo na Internet, é muita informação desnecessária para ser filtrada. Alguém vai dizer, ah o Orkut é assim também, porque você continua usando? Explico no próximo item.
3- Quase todo mundo que eu conheço estão no Orkut. E o Twitter? Pouquíssimas pessoas que eu conheço tem perfil no Twitter. “Pô, o Twitter é uma rede social, é só você seguir mais pessoas”. No Orkut não tem esse lance de “saí com o fulano às seis pra tomar um sorvete no shopping”. Pelamordedeus, se tomar informações desnecessárias de pessoas que eu conheço já é tão ruim, imagina as que eu nem conheço direito? E pra que elas querem saber que eu vou ler ”Teoria do Ordenamento Jurídico” pra prova oral que vou ter daqui a pouco?
Alguém aí pra me convencer de que estou errada? Ou pra defender o Twitter? Desafio vocês.

Bah!
Comentário por Má rina — 20/11/2008 @ 3:41 pm |
esse video explica a ideia do twitter.
http://vimeo.com/757146
está certo que muita gente faz coisas diferentes e é justamente para isso que existe a opção unfollow.
Comentário por Licio Fernando — 20/11/2008 @ 3:57 pm |
o problema eh eu querer usar o unfollow
Comentário por Giovanna — 20/11/2008 @ 5:15 pm |
Conclusões:
http://twitter.com/gigikiedis/status/1016330282 e
http://twitter.com/gigikiedis/status/1016331079
Comentário por Giovanna Oliveira — 21/11/2008 @ 11:44 am |
me pego pensando em 140 caracteres direto, vira vicio. pra mim é tipo terapia. tem coisas minhas lá que ninguém sabe.
Comentário por slowmind — 21/11/2008 @ 2:40 pm |
[...] novembro do ano passado fiz um post falando sobre o Twitter e o criticando, de certa forma. O vício de pensar em 140 caracteres – e [...]
Pingback por Como o Twitter mudou minha vida « Código Gi — 20/03/2009 @ 4:56 pm |